A percepção quotidiana, pelos meios de comunicação e pela própria experiência da vida, de que as pessoas estão se queixando de estarem sozinhas nos pede uma atenção especial sobre a forma como se vêm construindo as relações intra e interpessoal, no contexto da cultura na qual está inserida parcela significativa, senão quase unânime, de nossa sociedade.
Vivemos um momento histórico marcado pela cultura de morte, que pode ser entendida como uma construção de um modelo de vida baseado nas relações de egocentrismo, consumismo e hedonismo (culto ao prazer), dentre outros. Tal cultura, ao contrário do que pensam muitos, não é algo pré-determinado, ou seja, que não pode ser superado, mas se trata, conforme a expressão anteriormente usada, de uma construção à qual o "homem" pós-moderno vem aderindo, como que para responder de imediato aos seus anseios, sem que sejam levados em consideração os efeitos que tal processo pode implicar, principalmente no que tange à sua própria autoafirmação.
Tal quadro nos faz remeter a uma espécie de solidão que diz respeito ao total isolamento de si mesmo, rompendo-se a cadeia de relações que integra o ser humano em quatro principais níveis, quais sejam do ser consigo mesmo, do ser com o Transcendente, do ser com os outros seres, e do ser com o “kosmos”. A pessoa que vive esse tipo de experiência de solidão padece, ao nosso ver, de uma verdadeira crise existencial, eis que acreditamos na existência a partir da dinâmica que se constrói ao longo da história que conduz o ser a se enxergar como tal, e, assim sendo, exercite sua mais primordial faculdade, que é a de se integrar à vida na liberdade que tem por base a consciência.
Diferente desta última, está a solidão que edifica o ser humano, em todos os seus níveis de relação, dotando-o de uma sensibilidade que lhe comunica os valores e princípios fundamentais no fazer-se história, e que faz de si um ser pleno, lúcido, capaz de viver segundo uma lógica de respeito e de profunda reverência a todos os elementos constitutivos de experiência enquanto ser que existe e que se autoafirma historicamente.
Tal solidão integradora tem por base algo que está pouco presente na vida da maioria das pessoa, o silêncio. É a partir dele que a pessoa tem acesso ao diálogo interior, que aguça os sentidos e a faz perceber na vida aquilo que é mais singelo e, ao mesmo tempo, essencial para o acontecimento do encontro que a instiga o questionamento e descobertas em torno de si. O silêncio é, assim, um ato de lucidez que comunica ao ser aquilo que ele verdadeiramente é. Eis o que ousamos chamar de “experiência do Absoluto”.
Tendo o ser humano a consciência de si mesmo, impossível não construir pontes com os outros seres, nos quais ele também é, o que resulta naquilo que pode ser chamado de “solidariedade”, ou seja, a construção da relação que parte do ser em direção dos seus semelhantes, como postura que reflete a percepção do ser-com-o-outro na experiência do Absoluto. Sendo assim, a relação com o outro se dá não por fatores que estão relacionados à solidão que visa o interesse; mas acontece de uma experiência do ser que é no outro e que, por isso mesmo, sente-se generosamente atraído ao seu encontro na consciência que ultrapassa os juízos humanos e que só pode ter explicações no Absoluto.
Vivemos um momento histórico marcado pela cultura de morte, que pode ser entendida como uma construção de um modelo de vida baseado nas relações de egocentrismo, consumismo e hedonismo (culto ao prazer), dentre outros. Tal cultura, ao contrário do que pensam muitos, não é algo pré-determinado, ou seja, que não pode ser superado, mas se trata, conforme a expressão anteriormente usada, de uma construção à qual o "homem" pós-moderno vem aderindo, como que para responder de imediato aos seus anseios, sem que sejam levados em consideração os efeitos que tal processo pode implicar, principalmente no que tange à sua própria autoafirmação.
Tal quadro nos faz remeter a uma espécie de solidão que diz respeito ao total isolamento de si mesmo, rompendo-se a cadeia de relações que integra o ser humano em quatro principais níveis, quais sejam do ser consigo mesmo, do ser com o Transcendente, do ser com os outros seres, e do ser com o “kosmos”. A pessoa que vive esse tipo de experiência de solidão padece, ao nosso ver, de uma verdadeira crise existencial, eis que acreditamos na existência a partir da dinâmica que se constrói ao longo da história que conduz o ser a se enxergar como tal, e, assim sendo, exercite sua mais primordial faculdade, que é a de se integrar à vida na liberdade que tem por base a consciência.
Diferente desta última, está a solidão que edifica o ser humano, em todos os seus níveis de relação, dotando-o de uma sensibilidade que lhe comunica os valores e princípios fundamentais no fazer-se história, e que faz de si um ser pleno, lúcido, capaz de viver segundo uma lógica de respeito e de profunda reverência a todos os elementos constitutivos de experiência enquanto ser que existe e que se autoafirma historicamente.
Tal solidão integradora tem por base algo que está pouco presente na vida da maioria das pessoa, o silêncio. É a partir dele que a pessoa tem acesso ao diálogo interior, que aguça os sentidos e a faz perceber na vida aquilo que é mais singelo e, ao mesmo tempo, essencial para o acontecimento do encontro que a instiga o questionamento e descobertas em torno de si. O silêncio é, assim, um ato de lucidez que comunica ao ser aquilo que ele verdadeiramente é. Eis o que ousamos chamar de “experiência do Absoluto”.
Tendo o ser humano a consciência de si mesmo, impossível não construir pontes com os outros seres, nos quais ele também é, o que resulta naquilo que pode ser chamado de “solidariedade”, ou seja, a construção da relação que parte do ser em direção dos seus semelhantes, como postura que reflete a percepção do ser-com-o-outro na experiência do Absoluto. Sendo assim, a relação com o outro se dá não por fatores que estão relacionados à solidão que visa o interesse; mas acontece de uma experiência do ser que é no outro e que, por isso mesmo, sente-se generosamente atraído ao seu encontro na consciência que ultrapassa os juízos humanos e que só pode ter explicações no Absoluto.
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