quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Unidade de Luz"

Estava sentado sobre a areia da praia, numa noite em que a brisa suave se somava à bela paisagem desenhada pelas amorosas mãos do Criador. A Lua, em sua tonalidade mais dourada, se sentava sobre a vastidão do mar e refletia seu imponente brilhos sobre águas calmas, fazendo delas seu espelho, como que ali estivesse afirmando, triunfante e airosa, sua inconteste beleza e esplendor.
Ali, perpelexo diante do que via, contemplava a misteriosa harmonia da natureza. Como tudo seria capaz de se posicionar de tal forma que a perfeição estivesse diante de mim!
De repente, fitando a Lua, pude perceber também a presença do Sol, o Astro-rei. Não fosse o Sol, a Lua não poderia brilhar daquela forma, já que é a partir da luz produzida pelo primeiro que a segunda podia também brilhar.
De fato, Sol e Lua estavam de tal maneira sincronizados que percebia ali não apenas um, mas ambos corpos celestes. Tão conjugados, tão unos, tão companheiros... Com generosidade, encantavam a todos, indistintamente.
Igualmente perplexos, pude perceber os casais que me acercavam, renovando suas juras de amor; anciãos, buscando naquele momento a renovação de sua juventude, de sua força e dinâmica, sempre presentes; crianças, que mesmo não compreendendo no todo tal fenômeno, entre brincadeiras e guloseimas, renovavam as suas percepções acerca do Kosmos. Era um momento de renovação... De fazer-se novo, diante de uma manifestação plena da Vida. Renovação da Vida!
Fonte e Refletor, para além desta dicotomia, eram um só corpo, uma unidade de luz.
Voltando-me para mim, para o que há de mais íntimo dentro do meu ser, fiz uma prece. Que tal qual a comunhão entre Lua e Sol refletiam uma beleza serena e tão cheia de significados, no silêncio que tomava de conta de mim, eu pudesse ser reflexo da Luz, do Amor, do meu Transcendete, a quem chamo de Mamãe e Papai, que cuida da gente, que governa o Universo, que dá sustento à Vida. Quero também ser Lua, iluminado! Cheio da Luz, que dissipa o ódio e a ignorância, que abre o Ser ao encontro, que generosamente se dá, e brilha, e encanta.

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